“Red’s List”
"Have you ever sailed across an ocean, Donald? On a sailboat surrounded by sea with no land in sight, without even the possibility of sighting land for days to come? To stand at the helm of your destiny? I want that one more time.
I want to be in the Piazza del Campo in Siena, to feel the surge as ten racehorses go thundering by.
I want another meal in Paris at L'Ambroisie in the place des Vosges.
I want another bottle of wine and then another.
I want the warmth of a woman in the cool set of sheets.
One more night of jazz at the Vanguard.
I want to stand on summits and smoke Cubans and feel the sun on my face for as long as I can.
Walk on the Wall again.
Climb the Tower.
Ride the River.
Stare at the frescos.
I want to sit in the garden and read one more good book.
Most of all I want to sleep. I want to sleep like I slept when I was a boy.
Give me that. Just one time.
That's why I won't allow that punk out there to get the best of me, let alone the last of me."
O texto é a transcrição de um trecho de The Blacklist. Os dois personagens estão isolados, reféns dentro de uma célula de segurança. E um deles diz: "Nós nunca vamos sair daqui". É quando Reddington começa sua fala.
Sempre que me vejo numa situação de crise, lembro dessa cena. E penso no que ainda quero viver, nos lugares que ainda quero ir, nas coisas que ainda quero fazer. Dramas a parte, em nenhuma de minhas crises minha vida está em risco. Mas de vez em quando a gente se pega pensando "será que nunca vai acabar?". É quando eu lembro dessa cena.
Pensando nisso, e tentando esquecer a crise em que estou, segue minha "Red's List":
- Quero conhecer Paris. E Londres. E Viena. Praga. Tóquio. E San Francisco, New Orleans, New York. Las Vegas, só pelos cassinos. Dubai, pelo exagero.
- Quero refazer os caminhos do filme "Sob o Sol da Toscana". Aquelas estradas e fazendas cheias de história. Sempre que assisto aquele filme fico cheia de esperança em mim mesma, e passo a "esperar pelas joaninhas".
- Quero nadar com tubarões. Dentro de uma jaula, mas quero vê-los de perto, no seu habitat natural, e ver de perto aqueles dentes e aquela pujança de predador melhor adaptado ao seu ambiente. Darwin teria um capítulo à parte sobre eles em sua obra.
- Quero andar na Floresta Amazônica. Ficar no meio daquela imensidão de árvores centenárias com raízes imensas, e sentir a mata viva em volta de mim.
- Quero conhecer o deserto. Não sei qual, mas quero sentir aquele calor insuportável, e o sol escaldante, e a areia no rosto, não essa brisa morna que conheço em Mossoró.
- Quero conhecer a neve. De verdade. Sentir frio de verdade, não o que eu senti em Curitiba. Brincar de atirar bolas de neve e me deitar no chão e desenhar anjos com os braços e as pernas.
- Um vulcão em erupção vai ser mais difícil. Mas ainda fica na minha lista.
- Quero um companheiro. Não um namorado para tirar fotos e postar no facebook. Isso é fácil. Quero alguém com quem eu queira envelhecer. Que me aguente, que tolere meus defeitos, que tenha defeitos que eu aguente.
O que eu quero está nesta lista.
É por isso que não vou deixar essa crise me abalar.
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